Crônica do Dia – A arte de fotografar – Por Malude Maciel

Muitas pessoas têm verdadeiro fascínio por fotografias; não somente olhar ou colecionar fotos de entes queridos, paisagens ou documentários, mas, sobretudo, fazer acontecer, gravar o momento que lhe apetece para além da efemeridade. Para não dizer que fotografar virou “mania”, diria que o hábito tornou-se costume. Mas, nem sempre foi assim.

Malude Maciel

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A palavra FOTOGRAFIA vem do grego e significa “desenhar com luz e contraste”.

A primeira fotografia conseguida no mundo, após inúmeras experiências, remonta ao ano de 1826, sendo atribuída ao francês Joseph Nicépjone Niépce. Sua história pode ser contada a partir das tentativas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade (350 a.C)na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga.

Sabe-se que o imperador D.Pedro II aos catorze anos de idade apaixonou-se pela nova invenção que lhe foi apresentada pelo abade Louis Compte, capelão de um navio escola francês que aportou no Rio de Janeiro e logo encomendou a primeira máquina fotográfica em mãos de brasileiro.

Os princípios fundamentais da fotografia quase não sofreram mudanças no tempo, entretanto os avanços tecnológicos têm possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas e, o uso da fotografia, devido à redução dos custos, popularizou-se consideravelmente. Com a tecnologia digital, os recursos da informática e a divulgação via internet, ampliou a utilização de fotos de maneira constante e incalculável.

Em Caruaru, por exemplo, havia um estúdio fotográfico denominado: Lyro Foto para onde eram levados os desejosos em registrar uma data importante através de fotos. As crianças eram conduzidas pelos pais àquele local a fim de ter o retrato da sua infância. Somente a elite tinha o privilégio de ver as revelações, pois o sistema era dispendioso.

A fotografia colorida só aconteceu em 1861, através de James Cleck Maxwell iniciando uma nova era com o surgimento da empresa Kodak dinamizando as pessoas a tirarem suas fotos sem necessitar do fotógrafo profissional até então indispensável. Essas inovações facilitaram o crescimento do mercado rapidamente, porém a grande modificação nesse setor ocorreu recentemente (século XX) com a digitalização das imagens, quebrando barreiras existentes e ampliando o domínio dessa prática.

Com isso surgiram câmeras digitais nos modelos de telefones celulares, possibilitando arquivamentos em computadores com edições, impressões, álbuns virtuais, abrindo um leque com vários propósitos aparecendo também fotos jornalísticas ou fotos de imprensa.

Sendo assim, atualmente todo mundo tem a tiracolo sua máquina registrando tudo ao seu redor, inclusive podendo “deletar” se não ficar a contento.

Estamos num novo e generoso momento da arte de fotografar.

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Sobre o Autor

Malude Maciel

Escritora, poetisa, membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras e colunista do Jornal de Caruaru.

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