Visita de Raquel a Temer, fora da agenda, levanta suspeitas.

O presidente Michel Temer recebeu a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na terça-feira (8) à noite, fora da agenda oficial. É a sucessora de Rodrigo Janot.

Michel Temer e Raquel Dodge

O cinegrafista da TV Globo Wilson de Souza registrou a visita: a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, chegou ao Palácio do Jaburu para falar com o presidente Michel Temer às 22h. Um encontro fora da agenda da Presidência.

Oficialmente, tanto o Planalto quanto a procuradora dizem que o assunto foi a posse dela, no dia 18 de setembro.

Nesta quarta-feira (9), Raquel Dodge informou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem ela sucederá, que no encontro de terça-feira o presidente comunicou a ela que vai viajar no dia da posse para os Estados Unidos para a abertura da Assembleia Geral da ONU e que a posse, portanto, será às 10h30.

O blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, revelou que houve mais um assunto no encontro. Segundo o blog apurou, Temer fez para Raquel Dodge um relato dos motivos que o levaram a pedir a suspeição do procurador-geral Rodrigo Janot, na terça ao Supremo, e seu embasamento jurídico. Raquel Dodge ouviu educadamente.

Ainda segundo o blog, o presidente quer que Raquel Dodge tome posse no Palácio do Planalto como gesto simbólico da reaproximação institucional do Executivo com o Ministério Público, ou seja, seria esse o objetivo: mostrar que houve, apesar dos processos em curso, mudanças no relacionamento das duas instituições, a procuradoria e a presidência, depois de meses de brigas de Temer com Janot.

O blog também apurou que o encontro fora da agenda teve ainda o efeito de passar uma mensagem ao Congresso: de que as pontes da classe política com o Ministério Público serão restabelecidas.

Com o pedido suspeição, a defesa de Temer quer Janot fora da investigação contra o presidente alegando que o procurador extrapolou limites legais e tem ideia fixa de acusar o presidente.

Não há prazo para esse pedido ser analisado. O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Luiz Edson Fachin, pode decidir sozinho ou levar o pedido de suspeição ao plenário do Supremo. A ofensiva faz parte da estratégia da defesa, que se prepara para enfrentar uma nova denúncia de Janot contra Temer.

A procuradora Raquel Dodge não se manifestou sobre as informações publicadas pelo blog da Andréia Sadi.

O Palácio do Planalto reafirmou que o encontro com a procuradora foi para tratar da posse dela.

Assista o comentário do jornalista Josias de Souza:

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Categorias: Política

Sobre o Autor

Herbert Soares

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