Artigo – Autocrítica – Por Severino Melo

Decerto este será o documento mais contundente que escreverei até o fim dos meus dias!

Severino Melo

Severino Melo

Através dele faço uma autocrítica.

Filho de operários – proletários oriundos de proletários – um dia pensei que a esquerda pudesse mudar o destino do Brasil. Ledo engano!

Nos anos 80 eu acreditava que o país teria jeito!

Que um dia um operário chegaria à Presidência da República.

Eu era idealista. Despido de nepotismo, nunca pensei em mim e nem nos meus parentes.
Eu sempre lutei pela República (res / coisa – pública)…

Criei meus filhos não para serem ricos de dinheiro, mas para serem felizes junto aos seus contemporâneos.

Um belo dia me apaixonei pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que era a única saída para aqueles que nãos nasceram em berço de ouro de então. Eu olhava a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) com desdém. Se o MDB era o partido que reunia no seu seio as esquerdas e (aparentemente) o proletariado, a ARENA, a meu ver, era o partido dos latifundiários, dos ricos, dos usineiros, enfim, era o partido que gozava da primazia do voto de legenda, no qual, lançava dois candidatos juntos contra um do MDB.

Um dia, sob o discurso progressista do saudoso Marcos Freire, eu me filiei ao MDB.

O partido sumiu em 1988, com o pluripartidarismo, transformando-se de Movimento em Partido e ainda em 1995 eu acreditava na esquerda brasileira, quando filei-me ao PMDB e disputei uma vaga em 1996 para a Câmara dos Vereadores do Recife (minha cidade natal) e insistindo em 1998, tentei uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco pela mesma sigla… e em 2000 (ano do milênio) voltei a disputar uma cadeira para Câmara Municipal do Recife. Quando então já houvera perdido o PMDB, quase que totalmente, sua feição do partido de luta de outrora.

Tentei me reinventar como esquerdista e em 2001 estava no PDT de Leonel Brizola. Em 2002, tentei uma vaga na Câmara Federal. Quando gastei do próprio bolso, dois mil reais, em prol dos dois mil e vinte votos recebidos na ocasião.

Em 2003, fui mais fundo e radicalizei… Era o único Agente Federal em Pernambuco filiado ao PCdoB. Verdadeiro “samba do criolo doido”. Justificado tão somente pelo “Operário que houvera chegado à Presidência da República”. E, enfim, a esquerda houvera chegado ao poder!

Como dizem, “pobre nunca come mel e quando come se lambuza”!

Que decepção com a esquerda no poder!

Cada escândalo era um “abalo sísmico” no coração!

Insisti ainda em nome do povo e por sua causa e me submeti ao PPS, PSOL e SOLIDARIEDADE!

Hoje estou isento de Partido Político e não sinto qualquer falta.

Esqueci meu passado e fiz-me anátema ao meu tempo de esquerdista.

Para o povo não há governo que preste! Sempre foi assim!

Hoje, não sou de esquerda,não sou de direita e nem sou de centro, mas continuo povo!
E, se votar em Bolsonaro (Jair Messias Bolsonaro) em 2018, significa ser de direita, então tal ato me justifica, mais uma vez, quando deixei de exercer o mister policial para exercer a advocacia da boa causa.

Independentemente de partido político sou “Patriota” como sempre fui.

Oxalá, pudesse sair candidato sem chancela de partido político e eu sairia, se não para ser eleito, pelo menos, para não deixar que um corrupto concorresse em meu lugar!

Lamento pelo povo brasileiro haver escolhido desde Sarney até a Dilma Rousseff para presidir a república. Desculpo-me, publicamente, por qualquer crítica desfavorável e ou desconstrutiva que acaso haja feito em desfavor dos ex-presidentes militares do Brasil.

Uma lástima sermos governados, atualmente, por pessoas que deram azo a acusação de corrupção, obstrução de justiça e formação de quadrilha… Isto muito me humilha, enquanto brasileiro, nos cenários nacional e internacional. Que em 2018 o povo brasileiro, enfim, vote com a consciência, que sempre lhe foi precária, em todos os tempos da história.

Severino Melo – [email protected] – fone /whatsApp 999727818 – para quem mandato não é emprego e política não é profissão.

 

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