Coluna do Dia – Desde O Inicio Somos Nós – Por Paulo Henrique Machado

“Parece que perdemos nosso dom do romantismo e partimos para atos ignorantes e agresivos.”

Paulo Henrique Machado

*Paulo Henrique Machado

Bem, estou aqui refletindo o que escrever hoje. Estão acontecendo tantas coisas no mundo e aqui dentro não é diferente. Eu e a Eliana estamos sentindo algo muito estranho e não temos a certeza do que seja. Sim, é mais do que claro e óbvio que estando dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva é um lugar que exige extrema atenção dos profissionais que aqui trabalham mas, sim, tem algo de muito estranho.

Parece que a qualquer momento uma ação bombástica acontecerá e, confesso, tenho grande medo do que possa vir.

É estranho sentir isso, é estranho ver que muitos agem no silêncio, e assim ficamos com as “caraminholas” na mente, imaginando milhões de coisas.

Mas essa não é a primeira vez que temos esse tipo de percepção. Já houve outros momentos que sentimos este calafrio nos espreitar e nos provocar certa tensão. Mas, na verdade, não era sobre isso que eu estava realmente querendo escrever.

Bem, eu queria expor minha visão quanto ao que o mundo tem vivido ultimamente, quanto a certas atitudes que nós homens fazemos, sendo os inesperados assédios morais que repelem as mulheres. Acho que de uma certa maneira perdemos o dom do romantismo, e damos lugar ao impensável.

Mas, penso que não somente os homens erram, e as mulheres também fazem parte de várias falhas humanas, e acredito que a balança esteja justa em ambos os lados.

Por favor, isso não é uma crítica, não estou aqui defendendo um ou outro, só estou querendo expressar o que para mim, a natureza nos fez. Tentar lembrar que desde Gênesis a Bíblia nos revela sobre tudo que somos e de onde viemos.

Eu e a Eliana algumas vezes criamos momentos de discussão sobre o que realmente somos, o que somos nós, seres humanos, uma raça repleta de maravilhas e encantos, que durante anos e anos vem cada vez mais nos surpreendendo sendo bom ou ruim.

Causamos efeitos históricos de séculos onde hoje somente a lembrança nos mostra em registros pictográficos arqueológicos, em profundas cavernas onde nos tempos éramos como primatas. Nossa existência era apenas para caçar, comer e procriar.

Anos e anos se passaram, criamos exércitos e desbravamos inimigos, nos permitindo erguer impérios. Detalhes amorosos foram também culpados por traições e tragédias, esse geralmente envolvendo paixões dominantes.

Ficamos discutindo sobre a formação da família, de onde vieram os padrões de pai e mãe? O fato de vivermos aqui por anos não nos impediu de irmos atrás do conhecimento, e assim temos certas visões de gerações passadas as quais eras chamadas castas, um grupo social formado por hierarquias e estas em nosso conhecimento, havia a matriarca. Ela provavelmente teria um filho homem do qual as mulhres desejariam ter sua semente para, assim, seus filhos serem herdeiros de tais força e poder.

Acreditamos que da forma que era, muitas doenças e deformidades surgiam, e assim, os sacrifícios humanos eram mais que comuns.

Os séculos foram passando e milhares de anos depois nos encontramos em meio ao berço familiar, de onde realmente viemos e somos educados.

Como escrevi logo acima, parece que perdemos nosso dom do romantismo e partimos para atos ignorantes e agresivos. Assim, acredito muito que estamos caminhando para nossa extinção, um fim certo que ainda nos garante milhões de anos pela frente.
—————————————————————————————————

Paulo Henrique Machado é morador do Hospital das Clínicas de SP desde 1 ano de vida, quando contraiu poliomielite. No Jornal “A Folha de São Paulo”, escreve sobre como tudo chega até ele, o que aprendeu e o que observa de cada situação.

Sobre o Autor

Jornal de Caruaru

O Jornal de Caruaru constantemente pratica a reprodução de conteúdo com menção da fonte. Algumas imagens e matérias postadas são de fontes diversas (internet). Caso você seja o detentor dos direitos de algum vídeo, imagem, texto ou qualquer outro conteúdo publicado e seja contrário a exibição em nosso site, favor entrar em contato conosco através do e-mail: [email protected] para que possamos retirar ou incluir os devidos créditos.

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado.
Campos obrigatórios*