Planos a longo prazo para a cultura de Caruaru

Para este ano, a gestão municipal pretende investir em três pautas, que estão em análise na Câmara dos Vereadores

Leonardo Salazar

Leonardo Salazar diz que Fundo Municipal já tem a aprovação de R$ 500 mil/Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco.

O município de Caruaru quer investir, neste ano, em políticas culturais. Entre os planos estão a criação do Fundo Municipal de Cultura, a formação do Plano Municipal de Cultura e a atualização do modelo de gestão da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru (FCTC). Leonardo Salazar, jornalista e atual vice-presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, diz que esses três projetos de lei foram enviados para a Câmara dos Vereadores, que irá analisá-los depois do recesso, em fevereiro.

“O Sistema Nacional de Cultura determina que os municípios que fazem adesão têm o prazo de dois anos para criar um Sistema Municipal de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura e o Plano Municipal de Cultura. Caruaru aderiu a esse sistema em 2015 e tinha até 7 de julho de 2017 para fazer isso. Quando Raquel [Lyra, prefeita de Caruaru] assumiu, em janeiro, não tinha nada implantado. Então, solicitamos ao Ministério da Cultura (MinC) a prorrogação. Agora temos até 8 de julho de 2019, mas já criamos a minuta do Fundo Municipal de Cultura”, adianta.

Depois de analisado na Câmara, será criada, em até 30 dias, uma Comissão Municipal, que será formada por dez pessoas, sendo cinco da sociedade civil e cinco do governo. “Eles vão ter o papel de elaborar editais, fazer a convocação e a subvenção de projetos, analisar e aprovar projetos, fiscalizar a aplicação de recursos e a prestação de contas desses projetos, estabelecer parâmetros”, diz Leonardo. “A comissão vai incentivar e fomentar projetos da sociedade civil, estimular atividades artísticas e culturais de Caruaru”, ressalta.

A Comissão tem até 31 de dezembro para executar o orçamento estabelecido. “Em 2018, temos R$ 500 mil já aprovados, vindos da Lei Orçamentária Anual. Outras verbas podem ser somadas ao Fundo, que pode receber recursos do governo federal ou estadual”, diz. “Temos que executar, pelo menos, esse orçamento de R$ 500 mil. Vamos repassar esse valor aos proponentes, que podem ser empresas, artistas, produtores, ONGs, qualquer pessoa física ou jurídica que desenvolva atividade na área cultural em Caruaru”, detalha.

Estratégias

Além de instituir o Fundo Municipal de Cultura, Leonardo explica também a estruturação do Plano Municipal de Cultura. “Caruaru nunca teve um projeto de longo prazo em política pública de cultura. As gestões anteriores sempre se preocuparam em organizar e promover o São João. Quando Raquel [Lyra] assumiu a prefeitura, quis pensar políticas públicas de longo prazo. O São João continua sendo a principal vitrine de Caruaru para o Brasil, mas não será a única. Queremos desenvolver atividades culturais de janeiro a dezembro”, diz.

“Esse plano vai definir e institucionalizar esses princípios. Um deles é a descentralização. No São João de 2017, pela primeira vez a Zona Rural de Caruaru foi incluída nos polos oficiais da festa. Vamos definir esses e outros pontos em um documento, metas de longo prazo”, explica Leonardo. “Queremos enviar esse projeto para a Câmara até julho. Este ano, com a eleição, os municípios viram palanques, então vai predominar a pauta política a partir de agosto”, detalha.

Categorias: Caderno Cultural, Geral

Sobre o Autor

Esther Vivacqua

Estudante. colaboro com Clipping de notícias de culinária, dos famosos e do Caderno Cultural no Jornal de Caruaru. Algumas imagens e matérias são de fontes diversas (internet). Caso você seja o detentor dos direitos de algum vídeo, imagem, texto ou qualquer outro conteúdo publicado e seja contrário a exibição em nosso site, favor entrar em contato conosco através do e-mail: [email protected] para que possamos retirar ou incluir os devidos créditos.

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