Coluna do Dia – Dessectarização do Cristianismo – Por Paiva Netto

“Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada”

Paiva Netto

José de Paiva Netto

Neste 1o de fevereiro, celebramos importante passo para a Volta Triunfal do Cristo de Deus, mais um ano da criação da Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que nasce para iluminar o conteúdo ideológico (espiritual e humano) dos seres de Boa Vontade, da Terra e do Céu da Terra, em todas as áreas de atuação, para que sua forma de exprimir-se e de existir não seja espiritualmente vazia, e que, por isso, a Doutrina do Cristo, em Espírito e Verdade, à luz do “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, capítulos 13:34 e 35) cumpra sua notável tarefa de esclarecer e libertar as criaturas, pois o Criador deseja que ninguém se perca (Segunda Epístola de Pedro, 3:9). Por isso, criou a Lei da Reencarnação ou das possibilidades sucessivas de remissão (…).

Ressalto que, para isso, é necessário dessectarizar o Cristo. Esta é a extraordinária tarefa desempenhada pela Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Significa ampliar o entendimento do Poder e da Ação Esclarecedora e Pacificadora do Sublime Taumaturgo nos corações humanos.

No conceito fraterno e solidário da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, proclamada por Alziro Zarur (1914-1979), o Cristianismo do Cristo universalmente ama a Humanidade. A recomendação de Jesus, o Ecumênico por excelência, no Seu Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13, é muito clara: “Amai-vos como Eu vos amei. (…) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos”.

Eis, portanto, um ponto pacífico de convergência de todos os rebanhos do mundo, isto é, transcendendo a Religião, esse divino sentimento é excelente ferramenta de diálogo entre ela e a Ciência, a Política, a Filosofia, a Economia, a Arte, o Esporte, a vida pública e a vida doméstica, enfim, entre todos os ramos das realizações terrenas. Essas expressões do saber humano carecem do banho lustral do Mandamento Novo do Cristo, de forma que alcancem a supina iluminação dos seus setores. Existe algo além do Além…

Jesus Dessectarizado

Diante dessa abrangência universalista, é nosso empenho, na Religião do Terceiro Milênio, apresentar Jesus Dessectarizado, sem arestas, para que Ele possa surgir em toda a Sua Divina Grandeza, com Poder e Autoridade, a qualquer consciência do mundo.

Grafei esse conceito da dessesctarização do Cristo durante entrevista que concedi, em 1989, ao produtor de documentários da TV polonesa, à época vice-presidente da Associação Universal de Esperanto, jornalista Roman Dobrzyński. Na ocasião, ele, ao analisar a missão do Templo da Boa Vontade (TBV), o Templo do Ecumenismo Divino, que eu inauguraria em 21 de outubro daquele ano, em Brasília/DF, arguiu-me sobre como podia pregar o Ecumenismo Irrestrito falando em Jesus. Resumindo o que há décadas tenho elucidado acerca de assunto tão fundamental da doutrina da Religião do Terceiro Milênio, respondi que uma das grandes tarefas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo é dessectarizá-Lo, pois Jesus é o Cristo Ecumênico. (…) O Divino Mestre não é limitado. Ele é o Ideal Celeste de Humanidade, Amor, Solidariedade, Justiça e Compaixão para todos os seres espirituais e humanos. Jesus, é uma conquista diária para os que têm sede de Saber, de Misericórdia, de Fraternidade, de Liberdade e Igualdade, segundo a Lei das Vidas Múltiplas. Jesus, em Si mesmo, não constitui fator de rancores e guerras.

Faz-se necessário esclarecer que, quando Jesus asseverou, no Seu Evangelho, segundo Mateus, 10:34, que “não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada”, de forma alguma estava incitando a violência. O saudoso Irmão Zarur apresentava, em suas preleções, uma equilibrada e elucidativa versão a essa famosa passagem: “Não penseis que vim trazer comodismo à Terra”.

É só observar que Jesus pregou, com o Seu Novo Mandamento, o Amor elevado à enésima potência. O que as criaturas terrenas fizeram com a Sua Mensagem é criação reducionista delas (…).

Revelar o excelso significado do Seu Evangelho e do Seu Apocalipse, sem odiosa intolerância, ou seja, em Espírito e Verdade, à luz desse Amor Fraternal, é um destacado serviço que a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo está prestando à sociedade do mundo (…).

Roman tornou-se admirador e divulgador desse ideal de Boa Vontade, constantemente encaminhando à Religião do Terceiro Milênio histórias e experiências vivenciadas quando de suas palestras e aulas em diferentes lugares do globo, entre estas as ministradas na Universidade de Pequim, na China.

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Sobre o Autor

José de Paiva Netto

José de Paiva Netto é escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV) e membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Escreve toda sexta-feira para sua coluna no Jornal de Caruaru. Contatos: [email protected]

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